Domingo

Finalmente sento-me no sofá com tempo e cabeça para escrever.
Foi um Domingo entrecalado  com descanso, prazer e missão. Tinha prometido a mim mesma que iria limpar a casa, era a minha missão e foi cumprida das 21h00 às 24h00. Fazia questão de descansar até tarde e dormi até às 11h00 e queria muito ir à praia desfrutar do sol, do mar, de uma boa conversa entre amigos e um entusiasmante jogo de raquetes. Apesar do cansaço foi um Domingo muito agradável e sinto-me muito bem.
É claro que por vezes acontecem percalços que não estamos à espera, como por exemplo o meu carro que ficou sem bateria, mesmo quando preparava-me para ir para a praia. Confesso que fiquei triste com a hipótese não ir, mas de longe era o fim do mundo ou estava a fazer um drama. Tinha inúmeras coisas que poderia ter feito e já tinha o plano B, C e D. Mas nada era impossível.
Mas para algumas pessoas o meu desabafo de ter ficado sem carro, foi um estimulo para darem-me alternativas como se eu fosse uma tola. Como ir a pé para a praia. Estou a uns 20km de distância e não tenho preparação fisica para o fazer. Outra era ir de taxi, entre o ir e vir seria uma fortuna, mais as portagens, enfim ia-se o dinheiro que poupei na empregada de limpeza. Transportes públicos na minha zona não são constantes e nem saberia quais apanhar porque seriam muitos. Mas o importante foi julgarem a minha decisão de ficar em casa, sem antes tentarem saber porquê da minha decisão…dahhhh (como disse simpáticamente uma pessoa)
Faz-me lembrar da história em que um homem me queria bater porque achava que os meus cães tinha feito as necessidades em frente à casa dele. A maior parte das pessoas ensinaram-me a usar um saquinho, porque partiram do principio que eu não usaria, mesmo tendo escrito que o homem estava a acusar-me injustamente pelos erros dos outros. Mas é mais fácil julgar-me do que entender o que realmente se passou ou reler o post.
Mas voltando à minha praia. Chamei a assistência em viagem e o carro ficou com a bateria carregada. Corri para a praia, mas apanhei imenso transito e depois demorei 30 min. para estaciona, era Domingo e estava tudo cheio, já estava a acreditar que o meu destino era mesmo ter ficado em casa. Quando estava mesmo quase a desistir, vi que um jipe ia sair, aproximei-me e perguntei “vai sair?”. Estavam 4 homens super interessantes (fisicamente) por volta dos seus 40 a arrumar as coisas no carro. Um deles aproximou-se com uma sorriso muito maroto e disse: “vamos sair sim, mas vamos demorar um bocadinho, estamos com crianças sabem como é?”. Fiquei logo animadinha, encontrar um homem charmoso hoje em dia é raro e aquele era de certeza. Enquanto aguardava eles avisaram-me que o carro ao meu lado ia sair e fizeram-me sinal e aconselharam-me a avançar e a estacionar antes nesse lugar, para me despachar e assim o fiz. Quando partilhei no face mais uma vez partiram do principio que eu não sabia estacionar, só porque comentei que me tinham ajudado a estacionar o carro e vieram as piadas, mesmo depois de ter explicado melhor o sucedido
Pode ser que eu esteja sensível, ou que não ande a escrever o que é o mais correcto, mas fiquei muito triste com os julgamentos sobre os meus post.
Mas é um erro muito comum, hoje em dia, as pessoas julgarem as outras sem antes saberem o que realmente se passou. É algo com que me tenho debatido algumas vezes aqui, aproveitando a minha posição de blogger, porque não é só nos posts ou no facebook que se julgam as pessoas, mas na vida real, entre colegas, conhecidos, amigos e até familiares. Antes de contar a historia toda os julgamentos e as criticas saem da boca fora e pode até ser ofensivo transformando uma coisa simples num problema.
Ouvir é raro, mas é essencial em qualquer relação. Mas infelizmente as pessoas estão mais interessadas em se ouvirem do que ouvirem e entenderem quem precisa.
Beijinhos e muito obrigada por me lerem 🙂
Sofia
 
 

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